. teatro e cinema #4
Tenho pena de tanto havendo no Bairro, tão poucos são os palcos e as telas suspensas nas portas que dias após dias abrem no bairro… Os artistas Unidos já lá vão, bem como a promessa de ver o edifício profundamente renovado de modo a proporcionar mais e melhores salas para um público crescente. Mas começando pelo que existe.
A Galeria ZDB é uma excepção, com uma sala que tem tanto de grande como de polivalente, este espaço vai fazendo a honra do bairro e vai atraindo performances e espectáculos ao vivo com regularidade e resultados provados: esgota todos os dias.
Nas Catacumbas, onde uma gerência intergeracional toma conta da música que se quer em tons de blues ou jazz, existe música ao vivo durante a semana, com jam sessions pela noite dentro e clímax pelas 02h. A sessão é viva e mesmo em noite de segunda-feira podemos contar com uma casa cheia, provando que a gente que gosta de ouvir música ao vivo é cada vez mais numerosa.
No Majong existe a tela, uma das primeiras no Bairro Alto e que mais uso tem tido. Um gosto ver a Laranja Mecânica de trás para a frente, de espreitar películas a meio entre duas cervejas. Que sabor doce aos olhos, este rasgar de ideias projectadas, na tela, projectadas no vão de vidro. Mais fresco até que as couves penduradas do tecto.
Mas infelizmente os exemplos de palcos e telas ficam quase só por aqui. Agora que a Ler devagar e a Eterno Retorno se enrolaram com enorme sucesso num projecto que procura descentralizar para Oriente a cultura, mais pobre ficou o bairro. Posso sempre ir ao Cine-Paraíso ver uma película porno. Teatro, só na Trindade, só no São Carlos, no São Luís, nos palácios institucionalizados e pesados. Parece não haver espaço para as pequenas cabeças brilhantes que vagueiam cheias de iniciativa pelas ruas de Lisboa. A concepção de um projecto urbanístico como a transformação do Convento dos Inglesinhos teria para mim um sentido único de possibilitar a criação de pólos essenciais para conferir ao Bairro Lato qualidade de vida a quem por estas bandas vive bem como para quem vem espreitar de visita. Uma sala de cinema com pendor para o cinema europeu seria um sucesso neste bairro cada vez mais Erasmus. Há ruas como a de Luísa Todi e depois não há salas de espectáculo no bairro. Este é um processo mal conduzido, que rouba espaço a áreas vitais e as oferece ao mercado que se cinge à restauração e bebidas o que restringe em muito a oferta cultural multi disciplinar do Bairro Alto. Que pena…
Tenho pena de tanto havendo no Bairro, tão poucos são os palcos e as telas suspensas nas portas que dias após dias abrem no bairro… Os artistas Unidos já lá vão, bem como a promessa de ver o edifício profundamente renovado de modo a proporcionar mais e melhores salas para um público crescente. Mas começando pelo que existe.
A Galeria ZDB é uma excepção, com uma sala que tem tanto de grande como de polivalente, este espaço vai fazendo a honra do bairro e vai atraindo performances e espectáculos ao vivo com regularidade e resultados provados: esgota todos os dias.
Nas Catacumbas, onde uma gerência intergeracional toma conta da música que se quer em tons de blues ou jazz, existe música ao vivo durante a semana, com jam sessions pela noite dentro e clímax pelas 02h. A sessão é viva e mesmo em noite de segunda-feira podemos contar com uma casa cheia, provando que a gente que gosta de ouvir música ao vivo é cada vez mais numerosa.
No Majong existe a tela, uma das primeiras no Bairro Alto e que mais uso tem tido. Um gosto ver a Laranja Mecânica de trás para a frente, de espreitar películas a meio entre duas cervejas. Que sabor doce aos olhos, este rasgar de ideias projectadas, na tela, projectadas no vão de vidro. Mais fresco até que as couves penduradas do tecto.
Mas infelizmente os exemplos de palcos e telas ficam quase só por aqui. Agora que a Ler devagar e a Eterno Retorno se enrolaram com enorme sucesso num projecto que procura descentralizar para Oriente a cultura, mais pobre ficou o bairro. Posso sempre ir ao Cine-Paraíso ver uma película porno. Teatro, só na Trindade, só no São Carlos, no São Luís, nos palácios institucionalizados e pesados. Parece não haver espaço para as pequenas cabeças brilhantes que vagueiam cheias de iniciativa pelas ruas de Lisboa. A concepção de um projecto urbanístico como a transformação do Convento dos Inglesinhos teria para mim um sentido único de possibilitar a criação de pólos essenciais para conferir ao Bairro Lato qualidade de vida a quem por estas bandas vive bem como para quem vem espreitar de visita. Uma sala de cinema com pendor para o cinema europeu seria um sucesso neste bairro cada vez mais Erasmus. Há ruas como a de Luísa Todi e depois não há salas de espectáculo no bairro. Este é um processo mal conduzido, que rouba espaço a áreas vitais e as oferece ao mercado que se cinge à restauração e bebidas o que restringe em muito a oferta cultural multi disciplinar do Bairro Alto. Que pena…

Por isso é que é tão importante não disistir e procurar soluções como o MAL fez em Setembro de 2007 com a criação do CineLençol estendido no Príncipe Real para uma noite de Verão com cinema
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